A SUBUTILIZAÇÃO DA ÁGUA: IMPACTOS NO MUNICÍPIO DE BERTIOGA (SP) SOB A LÓGICA FINANCEIRA
Palabras clave:
Água como bem comum, Educação para o Desenvolvimento Sustentável, BertiogaResumen
O presente artigo analisa criticamente a gestão da água como bem comum, com foco no caso do município de Bertioga (SP), em um contexto de crescente financeirização e desestatização dos serviços públicos. A partir de referenciais teóricos, discute-se como a lógica de mercado, impulsionada pela revolução digital e capitaneada por fundos financeiros como a BlackRock, redefine o acesso à água e compromete os direitos sociais e ambientais. São abordadas as transposições de rios, como a do Itapanhaú, e seus impactos ecológicos, especialmente sobre os manguezais, tensionando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 6 e 14). O estudo mobiliza diferentes fontes documentais — incluindo processos judiciais — e propõe uma leitura crítica sobre os limites e possibilidades da gestão pública, da educação para o desenvolvimento sustentável e da mobilização social. A análise enfatiza a centralidade da educação e da ação coletiva para a preservação da água como direito e não como mercadoria.
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